sexta-feira, 14 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Comece. Agora!
Ele argumenta, neste Oficina de Escritores, que é bastante improvável que qualquer uma das desculpas que vc vem se dando para adiar o momento de escrever a linha 1 não seja nada além disso: meras desculpas.

Sim, pesquisa é importante, ele continua, mas vc pode - deve! - fazê-la enquanto escreve. Aguardar por um sopro divino de inspiração tb não vale muito a pena. Koch junta depoimentos de vários escritores que atestam que a qualidade do que escrevem dificilmente está relacionada ao seu estado de espírito enquanto o fazem. Ao contrário, pode ser que qdo se está convencido de que não vai sair nada que preste, que provavelmente aquelas linhas forçadas irão para o lixo, é bem possível que se escreva mais livremente, logo, que saia algo de bom.
Uma curiosidade deliciosa: Gabriel García Marquez conta no livro que, ao ler a primeira frase de A Metamorfose, quase caiu da cama, tamanha surpresa:
"'Naquela manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa viu-se na cama, transformado num gigantesco inseto...'. Ao ler isso, pensei comigo mesmo que não sabia que era permitido escrever esse tipo de coisa. Se soubesse, teria começado a escrever muito antes."
terça-feira, 21 de julho de 2009
Olympianas
Era com a Maria Amélia Mello, editora da José Olympio há sólidos 24 anos. Como introduziu Suzana, essa aula pretendia ser um banho de profissionalismo para um incrível contigente de novos autores que ainda não sabem muito bem como se relacionar com as editoras. A parte mais legal foi quando, aos 246 minutos - eram 4 horas de aula - ela começou o "eu-era-assim-agora-sou-assim". Tinha o Menino do Dedo Verde em miloitocentosebolinha e a nova edicão, resolvida quanto à uma questão operacional das ilustras. Uma mulher Vestida de Sol de milequinhentos e o formato pocket, pensado para os tantos atores que o ensaiam diariamente, em tudo que é canto desse Brasil que Suassuna tão bem traduziu (desculpem a pseudo-rima, que Reinaldo Moraes está me induzindo a acreditar que é haicai).

Deu para dar um leve sabor do que é o trabalho de edição. Escrever é fundamental, é a base de tudo. Sem o escritor, não existimos - e daí que orgulho me incluir na segunda do plural com Maria Amélia. Mas basta uma conversa como essas para qualquer um perceber que o texto original é só o começo.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Prefiro muito mais
O atleta disse que prefere jogar futebol do que (o certo: a) volley.
Exemplos: A criança prefere doces a salgados (e não "do que" salgados). / O autor disse preferir capítulos curtos aos muito longos.
Também não é correto usar preferir com em vez de.
Exemplo: Ele prefere viajar para o Nordeste a (e não “em vez de”) ir para fora do País.
A mesma regra vale para preferível: Ex.: É preferível estudar a ficar de recuperação. / É preferível lutar a morrer sem glória.
Obs.: O uso de do que é correto com melhor. Ex.: É melhor um pássaro na mão do que dois voando.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Editorama na Flip 2009
Foto Thiago Lotufo
E lá estávamos nós, "num dos eventos literários mais importantes do mundo", segundo Gay Talese, em Paraty, cidadezinha peculiar e cheia de poréns. Veja bem, o lugar é ótimo para um fim de semana de descanso, passeios e amor, mas não comporta as vinte e duas mil pessoas ávidas por literatura que compõem o evento. A estrutura gastronômica é escassíssima e é hábito de algumas pousadas informarem a distância equivocada até o Centro Histórico. Ou seja, difícil de funcionar. No entanto, a seleção de autores e a FLIP em si são muito boas, a tenda do telão é aberta, o que democratiza o evento.
O destaque do primeiro dia foi Richard Dawkins, homem das ciências, que com seu best-seller Deus, um Delírio contesta a existência de Deus com sua visão evolucionista centrada nos genes. Muito interessante. Nos rendeu, inclusive, exaltadas discussões depois na mesa do jantar. E muita risada também. No dia seguinte, sexta-feira, a bem-sucedida mesa O eu profundo e outros eus apresentou uma conversa sobre o papel da experiência pessoal nas origens da criação ficcionista com o mexicano Mario Bellatín e o brasileiro Cristóvão Tezza. Conversa de alta qualidade. Em seguida, Chico Buarque na mesa Sequências Brasileiras foi super bem mediado por Samuel Titan Jr e, contrariando a expectativa de alguns, o fera Milton Hatoum não foi ofuscado, muito pelo contrário. O papo sobre a construção do Brasil em suas obras rolou de maravilha.
Sábado foi o dia tecnicamente mais difícil de existir em Paraty, gente demais. Já sabido que os ingressos acabam no primeiro dia de venda, quem rápido não se garante pena um pouco. Mas vale a pena, principalmente se é um escritor do calibre de Antônio Lobo Antunes que vos fala. E sim, valeu cada segundo no olho do fuzuê. Com jeito natural e profundo, discorreu sobre os significados da escrita em sua vida, motivos, manias e visões sobre a escrita. Palmas também para Humberto Werneck, o mediador bem humorado da conversa. Antes, tivemos a geniosa Sophie Calle, no primeiro encontro em público com seu ex Gregoire Bouillier. Uma história complexa de vida pessoal que vira arte. Polêmico. Sábado houve também uma conversa com o elegante Gay Talese, inventor do novo jornalismo ao lado de Truman Capote e Norman Mailer. Senhor de história interessante, observa os pequenos detalhes e apresenta a realidade crua em forma de ficção. Entretanto, nos pareceu que, numa tentativa frustrada de chamar mais atenção que a estrela, o jornalista Mário Sérgio Conti pisou na bola na medição, com perguntas, no mínimo, indelicadas e desrespeitosas.

Domingo foi um dia mais tranquilo e vazio, com uma aura chuvosa e o fim dos trabalhos da FLIP. A mesa de Catherine Millet, crítica de arte que escreveu livros sobre sua vida sexual agitada, foi quiçás mal aproveitada pela psicanalista Maria Rita Kehl, que não aprofundou o papo e fez perguntas rasas. Paciência. Em seguida, o querido professor Edson Nery da Fonseca recitou poemas de Manuel Bandeira em memória afetiva ao amigo poeta. O jornalista Zuenir Ventura, que foi aluno de Bandeira, completou a mesa mediada também por Humberto Werneck. Na sequência, na última mesa da FLIP, a leitura dos livros mais apreciados por Tatiana Salem Levy, Rodrigo Lacerda, Mário Bellatín, Sophie Calle, Atiq Rahimi, Anne Enright e James Salter. Destaque para Tatiana Salem Levy, que leu um trecho de Escrever, de Marguerite Duras, além da leitura de Sophie Calle, do livro dedicado à ela, O Convidado Surpresa, do ex Greg.
Quando acabaram as leituras e os aplausos não houve quem agradecesse e finalizasse a sétima Festa Literária Internacional de Paraty. E ficamos, público e autores, meio sem saber o que fazer. Foi estranho, acabou de repente... Mas a pousada do ano que vem já está reservada.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Depoimento
Maurício Camilo escreveu "Diário de um Psicólogo - Medidas socioeducativas na prática", sobre sua experiência no Centro Educacional Masculino em Teresina, Piauí.
domingo, 21 de junho de 2009
Teaser
Os livros Editorama agora ganharam um "teaser", uma degustação, uma provinha: a capa e mais algumas páginas do miolo, como o sumário e os agradecimentos. Assim, antes de comprar o livro, o leitor pode dar uma folheada, se inteirar do assunto, sentir o clima... Enfim, tudo aquilo que a gente adora fazer na livraria (e vai continuar fazendo), agora podemos fazer aqui na web também.
E esse livrinho aí embaixo, esse teaser, pode ser colocado em qualquer blog, site, facebook, pode ser mandado por email... Um sucesso.
sábado, 20 de junho de 2009
Hotblogs
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Na tela da Band!
Nossos agradecimentos ao grande elenco:
Luciana, por abrir sua casa e apresentar o Fernando (que aliás vai dar trabalho, hein!) pra gente;
Saranti, por vir de Ribeirão até SP, só para gravar a entrevista e dar um beijinho em rede nacional na capa saída do forno

Neuza, por antecipar suas aventuras pelos 5 continentes, e nos deixar já com vontade de ler o livro que ela ainda está preparando. (dir.)
E à grande equipe!
Sonia Blota, que captou tão bem o espírito da coisa, fez com tanto carinho a matéria... (centro)
André, o cinegrafista fera, super parceiro da Sonia, achando os melhores ângulos. (esq.)
E mais, à Thaís, que produziu tudo em um dia e meio, e ao Boechat, que acreditou na nossa pauta.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Cenas dos próximos capítulos
Mas aí, sei lá se foi a lua cheia ou o que, só sei que a divulga deu uma desencantada essa semana! Sexta-feira fizemos uma matéria para o jornal O Globo, que saiu segunda-feira, no Cardeno Digital. Essa matéria dobrou o número de membros do Ning e gerou, em 36 horas, cinco contatos concretos de novos autores.
E tem mais novidades nesse campo por aí, que eu não quero contar ainda pq eu acho que essas coisas dão azar. Mas fiquem ligados!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Palhinha
Nosso ilustre professor Salvator, autor de Pesquisando (em muito breve no ar!), nos deu a honra de escrever algumas palavras sobre essa iniciativa. Esse texto vai sair no primeiro título da coleção, o Fé e Razão, da Bárbara Brosch. Mas segue uma palhina. Na rede tem outro trecho, passa lá depois.
"Como um grão que não floresce, qualquer saber não revelado acaba morrendo. A eternidade não reside num mundo imaginário, transcendental, mas neste mesmo nosso mundo. Permanecemos vivos nas árvores que plantamos, nos filhos e netos que educamos, nos livros e nas obras de arte que deixamos para a posteridade. Daí a importância de que nossas idéias, formuladas em “teses”, venham à luz para enriquecerem nossa realidade, estimulando a atividade da reflexão.
É bom lembrar que ninguém cria nada a partir do nada. O gênio já foi definido como um anão sentado em cima de um gigante, que é a tradição cultural. A genialidade reside em acrescentar mais alguma coisa à soma dos conhecimentos de nossos antecessores. O sábio indiano Mahatma Gandhi afirmara: “O que você fizer poderá até ser insignificante, mas é da maior importância que o faça”. Permito-me acrescentar: “E que se publique”, pois pouco adianta defender uma tese brilhante e mantê-la oculta. Daí minhas congratulações com a iniciativa da Editorama, disposta a colaborar com os autores de trabalhos acadêmicos, promovendo sua publicação."
Falou e disse!
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Veja este livro
André Fusko
Médico, autor e produtor de Teatro
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Viva ou morta?
Acabou a leitura solitária, diz um artigo recente do WSJ. Adoro. Então, por exemplo, estou começando a ler esse livro do Hatoum, e estou bem confusa... não entendi se a Emilie já está morta qdo a narradora acorda na primeira página. Mas daí não sei se eu não entendi pq não prestei atenção em alguma passagem crucial, ou se realmente as pessoas em geral (estejam elas lendo 5 outros livros de madrugada ou não) não têm informações suficientes para saber disso.
O ponto é: no futuro, tipo, daqui duas semanas, ou hoje, em NYC, as pessoas, qdo têm esse tipo de dúvida, vão entrar em algum tipo de msn, ou fórum, ou whatever, e vão discutir esse assunto. Que nem hj elas falam sobre se o Raji gosta mesmo da Juliana Paes ou algo do gênero. Não vejo a novela, então provavelmente esse foi um péssimo exemplo, mas eu acho que vc entendeu onde eu quero chegar.
Abaixo à leitura solitária. Abaixo à solidão. Isso é o futuro.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Dicas de Regina 2
Onde/ em que
Onde só pode ser usado quando se referir a um local físico, como:
A cidade onde ele morava.
A mesa onde a família almoçou.
Juliette viajou para o país onde nasceu.
A praça onde plantaram as árvores.
Agora que vc já aprendeu, olha como ficam feias essas frase:
Ele defende o sistema tradicional republicano, onde (o certo: em que/no qual) o vencedor leva todos os delegados do Estado.
Há, porém, um ponto onde (o certo: em que/no qual) os entendimentos podem avançar mais lentamente, disse.
Quando não se tratar de local físico, use em que, no qual, na qual.
A tese em que ele defende essa ideia...
O ano em que...
Um partido em que...
Na entrevista em que...
No jogo em que...
No time em que...
domingo, 26 de abril de 2009
sábado, 25 de abril de 2009
Super-Equipe
Aproveitei a viagem do nosso publisher fazer algumas reuniões no Rio de Janeiro, que já estavam escritas nas estrelas há algum tempo. Posso garantir que vem coisa muito boa por aí, by Editorama.
No QG, em São Paulo, a nossa editora executiva tocou os finalmentes de um projeto enorme - realizado em tempo recorde! - com a nossa diretora de arte. Como era de se esperar dessa Super-Equipe, está ficando impecável.
E ainda estamos curtindo o nascimento do filhote Jus Sanguinis, que vc tem que ler...
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Amazing amazon
segunda-feira, 13 de abril de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
Dicas de Regina
Agora, se alguém falar “a gatas” aí não é português. Continua não sendo uma questão de certo e errado. Apenas não existe – em português. Já em inglês, tá perfect: “the cats”. O artigo não varia e o nome ganha o s indicando o plural.
Muito bem, estamos falando de língua falada. Só que como em se tratando de escrita o que vale é o que arbitram os gramáticos e inovações só são permitidas depois que um grande escritor as autorize – e o gramático as chancele, vamos à primeira de algumas regrinhas que passaremos a publicar aqui. Um oferecimento Regina Cavalcanti, nossa incrível preparadora de texto.
* A locução a partir de significa apenas a começar de, indicando continuidade.
Ex.: O presidente vai exercer o mandato a partir do dia 1º.
Se a ação for definida no tempo, o uso de a partir de não estará correto.
Ex.: As portas serão reabertas em fevereiro (e não “a partir de”).
Se fosse a partir de, significaria que alguém ficaria ali, reabrindo as portas, ad eternun.
Outro ex.: As inscrições para o concurso começarão a partir da (o certo: na) próxima semana.
As inscrições começam e deixam de começar. Elas não ficam começando o tempo todo.
* A partir de também não pode ser usado em frases como: O remédio foi desenvolvido a partir de (o certo: com base em) pesquisas com plantas. / A partir das (o certo: Por causa das/Com as) denúncias, a polícia encontrou o criminoso. / A equipe treinou ataques a partir de (o certo: com) bola parada.
terça-feira, 31 de março de 2009
De.lírios

* Capa: Flavia Falcão
"Os luminosos signos que se entrelaçam na teia poética de Maria Luzia Fronteira prescrevem, neste florilégio* de delírios, um universo maçiço de sentimentos femininos, ritmados e claramente inspirados pelas ondas do mar. É autêntica, todavia, a influência que os encantos de sua cidade natal, Funchal, exercem sobre a obra. Através dela, é possível sentir o espírito livre de Madeira, e nele banhar-se até a última letra. Ora serena, ora enervada, a poetisa enaltece aspectos cativantes de sua existência, sem temer nem extinguir a angústia inebriada e saudosista em suas palavras. Versátil em seu repertório poético, De.lírios surpreende quanto ao conteúdo, que oscila entre um estusiasmo sublime e a sombriedade própria da vida. Sem deixar de ser romântica, Maria Luzia Fronteira devaneia livremente num oceano aberto de impressões sinestésicas, que aludem essencialmente ao espírito da mais pura e fluida poesia." Camille Sproesser
*florilégio – do Lat. flore, flor + leg, r. de legere, escolher.
s. m., colecção de flores; fig., antologia; compilação; suma de poesias.
De.lírios, de Maria Luzia Fronteira. Mais um livro autopublicado na Editorama.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Fim comum
Essa é a opinião de Salvatore D'Onofrio, fera que já publicou 12 livros, entre eles a Pequena Enciclopédia da Cultura Ocidental, e que agora nos muito nos honra ao fazer parte do nosso rol de autores.
Seu mais novo livro, "Pesquisando", sobre metodologia do trabalho intelectual, está na fase de revisão. Em breve daremos mais notícias sobre o lançamento.
O amanhã já chegou
"With the old economics destroyed, organizational forms perfected for industrial production have to be replaced with structures optimized for digital data. It makes increasingly less sense even to talk about a publishing industry, because the core problem publishing solves — the incredible difficulty, complexity, and expense of making something available to the public — has stopped being a problem." Clay Shirky
"Com a velha economia destruída, formas organizacionais aperfeiçoadas para produção industrial têm de ser substituídas por estruturas otimizadas para informação digital. Faz cada vez menos sentido até mesmo falar de uma indústria editorial, pois o problema central que a publicação resolve - a incrível dificuldade, complexidade e despesa de tornar algo disponível para o público - deixou de ser um problema." (tradução minha)
Então acho que as pessoas gostam da Editorama não porque estejamos descobrindo a pólvora, mas talvez apenas porque estamos admitindo que ela existe, está aí, e trabalhamos com ela.
terça-feira, 17 de março de 2009
Ele tb gostou!
Impossível parar de ler, impossível descobrir se Giulia é heroína ou vilã, consenso apenas é que, após começar, por Giulia não dá para não se apaixonar e torcer.
Luiz Gustavo Medina, o Teco, é formado em Finanças pelo Ibmec. É sócio da M2 Investimentos. Ao lado de José Godoy e Marco Gazel, escreveu os livros Investindo em ações – os primeiros passos, e Investindo sem Erro e Investindo no Futuro, todos pela Editora Saraiva. Participa do programa Fim de Expediente, apresentado pelo ator Dan Stulbach, que vai ao ar das 19h às 20h, às sextas, na CBN SP.
domingo, 15 de março de 2009
Clipping
sexta-feira, 13 de março de 2009
Que venha o próximo!
Caio Mesquita, formado em Administração de Empresas pela FGV-SP, tem MBA pela Columbia Univesity de Nova York, é co-fundador e sócio administrador da rede de franquia Wraps.
Jus Sanguinis é o próximo lançamento da Editorama. Fique ligado para data e local da noite de autógrafos!
quarta-feira, 11 de março de 2009
Com a palavra...

Adorei a maneira como vocês trataram minha obra, dando sugestões em algumas coisas que poderiam ser mudadas, procurando fazer um ótimo trabalho, e na minha opnião foi até mais que ótimo. Recomendo a Editorama até com um certo orgulho, pois pretendo continuar trabalhando com vocês na continuação de Entre o Sol e a Lua. O primeiro volume foi um sucesso tão grande que já estou pedindo a primeira reimpressão, menos de uma semana depois de receber os primeiros 100 exemplares.
Obrigada, Fagner, estamos muito curiosos para saber como continua essa aventura!
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Junte-se aos bons!
Depois de Proust, nem precisava de outro exemplo para provar por que o preconceito com esse modelo de publicação é pouco justificável. E se vc não sabia que tem gente que tem preconceito, pois é, é pena, mas tem.
E não é que além de Proust há outro exemplo?! Ferreira Gullar. Ele tb autopublicou seu primeiro livro. E vc pode gostar ou não gostar, mas o homem é tão importante que acaba de ganhar da tradicional Nova Aguilar um belíssimo volume com sua obra completa, tipo aquele do Vinícius.
"Um Pouco Acima do Chão", o autopublicado, está lá.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Revista em revista
O júri é formado por profissionais de propaganda, o que obviamente deixa de fora empresas cujo forte é o setor editorial. Mas enfim, a revista presta um bom serviço às editoras também, na falta de uma revista só para nós. Lá vão os destaques:
FACFORM
Essa ou realmente é demais ou os donos da Publish têm participação acionária. Além de ter ganho o prêmio da revista pelo 3o ano consecutivo, a Facform tb ganhou dois troféus em um prêmio da África do Sul, promovido por uma empresa de papéis, a Sappi. Daí que eles ganharam o editorial da revista e dois perfis. Nos três textos, essa gráfica pernambucana é retratada como uma empresa realmente formidável.
"Ao contrário da concorrência, que briga por preços, Chico (o dono da Facform) luta para mostrar sua qualidade." E mais: "O segredo do sucesso pode ser considerado o cuidado que os seus proprietários, o casal Chico e Ailza, tem com cada peça, tratando-as como se fosse um prêmio. Segundo Ailza, desde a pré-impressão o próprio Chico verifica quais são os ajustes a serem feitos nas máquinas, a fim de obter o melhor resultado, e acompanha o processo até o final. 'Ele é o mais chato da gráfica. Quando sai errado, ele mesmo desmancha', entrega a esposa." Ah, gente, achei fofo...
Detalhe que eles têm só 52 funcionários (todas as outras 9 têm cerca de 300) , todos ganhando bem. "Nosso investimento é na dignidade do funcionário. Aqui ninguém ganha o piso" (Ailza)
AQUARELA
Chamou a atenção o certificado Dan & Bradstreet, de idoneidade. As fotos das intalações tb são muito bonitas. Pq tem cada uma trash... Mas esses lugares bonitos costumam cobrar caro, apesar de que tb está lá dizendo que eles têm "uma nova política de preços altamente competitivos". A ver. Fica em Barueri, SP
SANTA MARTA
Essa tem várias coisinhas legais: primeiro, uma que muito nos interessa, é que ela investe em marketing cultural, através de apoio ao mercado editorial. Outra coisa interessante, é que ela não terceiriza nenhuma etapa do seu processo.Tem coisa mais sem cabimento do que ouvir do fornecedor que vai atrasar pq a empresa onde ele faz laminação está atrasada...? Ele pode até terceirizar o serviço, mas não dá para terceirizar a responsabilidade, né? Outra coisa legal dessa Santa Marta é que ela tem acomodações para quem quiser ir acompanhar o seu projeto. Isso é especialmente legal porque ela fica em João Pessoa, PB.
GSA
Fica em Vitória, ES, e está investindo em impressão de livros com acabamentos especiais. Apesar de a grande maioria dos livros ainda ser do jeito mais caretinha possível, já tem cada coisa bacana nas livrarias em termos de materiais, formatos...
LEOGRAF
Quase metade do perfil da Leograf, que fica em SP, fala da questão ambiental. Resíduos, papéis ecológicos, redução de lixo, certificados... A Leograf está super verde... o que é ótimo, pq não adianta nada vc jogar sua latinha de cerveja no lixo especial e trabalhar com uma empresa que master polui o meio-ambiente.
PANCROM
Recentemente abriu a Printcrom, criada para atender o mercado de baixas tiragens. O site tem umas fotos bonitas e o texto da Publish tb se ocupa bastante de falar das preocupações ambientais da empresa. Fica no Cambuci, SP.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
O nosso Ellis
Giulia A. Dolce é uma menina obstinada. Depois de uma infância rumorosa no interior de São Paulo, ela vai parar na capital e usa seu charme sem cerimônia para chegar no topo. Mas a segunda melhor posição de um grande escritório de advocacia, um enorme apartamento na Oscar Freire e uma namorada carinhosa e atraente não são suficientes. Ela quer mais da vida, e está disposta a fazer o que for preciso para conseguir.O livro "Jus Sanguinis" retrata o mundo corporativo da cidade de São Paulo com uma fidelidade assustadora. A obsessão com o status, as traições, a mentira, a loucura: está tudo lá, sem eufemismos... Como um autêntico insider, Marcos Elias revela os meandros da vida corporativa que Giulia, e talvez você também, quererem se livrar.
Quem curte o americano Bret Easton Ellis com certeza vai gostar do Jus. Como em "Glamorama", "American Psycho", e "Less Than Zero", Marcos Elias constrói personagens sórdidos, perturbados, nada admiráveis. Como Ellis, Elias descreve cenas de sexo, droga e violência de um jeito que o leitor se pega constragido, como se os personagens estivem o observando, e não o contrário.
O lançamento vai ser logo depois do carnaval. A gente já confirma a data nesse mesmo bat-local.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Road Book
Zé dos Sonhos parte para sua jornada com uma promessa: achar a filha de um companheiro que a abandonou há muitos anos, num povoado que ninguém conhece. Conforme vai avançando pelo interior do Alagoas, vendendo aqui, comprando ali, namorando muito e bebendo todas, Zé vai acumulando promessas e muita história para contar.
Com influências do conterrâneo Graciliano Ramos e de histórias reais do seu povo, Alfonso Dacal faz uma bela première. Como diria o próprio, pense num livro gostoso!
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Momento Cabral
A-do-ra-mos:
o Solar Singuitta, apesar de um certo medinho da obsessão da dona com motivos africanos e com a cor laranja (!). Piscininha delícia, com vista para aquele marzão interminável, ouvindo Classic Pan, a melhor rádio do Brasil desde da Rádio Cidade de 1995.
o Atlântico, restô, como diria a Chris Mello, muito bem resolvido em sua proposta gourmet-desencanado, com ótimo ambiente e deliciosos burguer de salmão com salada atlântica e burguer à parmegiana com fritas. As caipirinhas de frutas vermelhas com vodka e de lima da pérsia com cachaça Seleta estavam um pouco fortes, mas depois de uma boa chacoalhada na coqueteleira, a minha ficou divine.

o Marakuthai, outro restô onde foi o casamento motivo da ida até a ilha, da Camila Hirsch. Primeiro que eu achei o máximo ela fazer o casamento lá, vestida de noiva, com mesa de doces, e tudo mais que tem direito, mas embaixo de um toldo improvisado, anexo ao restaurante em si, que estava fechado para o evento. E ainda tinha sorvete Rochinha e água de coco in natura na areia, em frente à pista, que aliás, estava suuuper animada. Bom, se com aquela galeura as comidinhas já estavam super delícia, fiquei imaginando o sucesso que não deve ser qdo o restaurante está funcionando normal. Detalhe que a menina chef tem 19 aninhos e é uma lindinha.
o Free Port, universo paralelo, uma mistura de Ilha da Fantasia com casa de strip. Tipo, no meio do mato, praticamente, surge uma loja master chic, vendendo Cartier, Rolex, etc, só os top de linha, com umas vendedoras/ garçonetes fantasiadas de marinheiras. Imperdível.
o Viana e sua deliciosa casquinha de camarão de entrada e bobó de camarão com muita farofa de dendê de prato principal, tudo servido por gentilíssimos garçons, numa varandinha de frente para o mar. Tsá?
o Ponto das Letras, prova cabal dos altos níveis de intelectualidade da população fixa e flutuante Ilhabelense (é assim que fala?). Ainda tem uma galeria no fundo, com gravura de Aldemir Martins e tudo.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Namastêsquindô
Outro dia foi definido o samba-enredo, em festança com direito a longa apresentação de fogos de artifício e uma pequena multidão embriagada.

Ficou assim: "Guiado por Surya pelos caminhos da Índia em busca da Pérola Sagrada".
Adooooro. Só em Rio Claro mesmo para nego inventar um samba yogui. E tem mais, o carnaval 2009 da Pérola Negra vai ser não só espiritual, vai ser tb sustentável e vegan. Eles vão evitar o desperdício de material durante a montagem e não vão usar matérias-primas de origem animal.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Luz na passarela
A minha dica é o "Análise Crítica de Desfiles", com a fofa Márcia Disitzer (esq., com Mariana Salim) editora de Moda do jornal O Dia, dias 13, 20 e 27 de outubro das 18h30 às 22h30.
Daí no fim do ano tem o Rio Summer, o master evento de moda do Nizan Guanaes, que não é bobo nem nada e chamou o Pazetto para dirigir, ou seja, vai ser bapho.
To sentindo um clima renascimento, hein!!
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Esquizo-post
Uma é que as roupinhas da Aglaia, marca da Verrô que funcionou na Gabriel durante um ano, voltam a ser vendidas, dessa vez no muito fofo Ateliê Helena Lunardelli. Ou seja, mais um motivo para passar lá, como se preciso fosse.
A segunda é que tem balada nova no Rio, e só podia ser coisa do José Camarano e do Toninho. As coisas mais legais que acontecem por lá têm o dedinho deles (vcs viram a Dress Party?? Quero uma aqui em SP!). A última que eles aprontaram é essa balada que também é um programa no Gema: Festa no Sofá do Promoter. Adooooro. É tipo sacaneando Amaury Jr. e companhia. É no Atlântico (Atlântica, 3880), amanhã, quarta-feira, e vai ter a estréa da banda Gema Wii Rockband, cujos integrantes tocam, como o nome entrega, no nintendo mesmo!! Como diria um paulista, "ah, meeeu, pára, é bom demais!"

A terceira é muito muito feliz. Eis que o Gabeira tem reais chances de ir para o segundo turno. Então, pessoal, a gente se vê no Rio dia 5 de outubro. Aiaiai, nada de justificar, anular, etc.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Clube da Luluzinha
É o Lust, bem bonitinho, com alto potencial para se tornar o salão que eu vou chamar de meu. Olha o resultado do trabalho de Cristina, de lá:
Fica na Rua das Tabocas, 48 e de quebra ainda tem um pet shop do lado que vende a ração que as minhas gatas comem.
Obs: Caso vc entre no site, abstraia. Vai por mim, o Lust é legal, apesar do webmaster deles tentar te convencer do contrário.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
O sonho acabou...

Vão construir um EDIFÍCIO na frente do meu prédio. Tudo bem que deve ser um edifício legal - tipo, nada de colunas neoclássicas ou vidro verde, aleluia. Os edifícios desse tal movimento são projetados por escritórios de arquitetura do nível da Tryptique, etc. Mas de qq maneira acabou a minha paz e daqui a pouco acaba minha vista fofa para casinhas meio decadentes.
Acho que eu vou voltar para a Av. Presidente Vargas (9 de julho) pq Rio Claro (Vila Madalena) vai ficar mto barulhento.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Retrochoque
terça-feira, 9 de setembro de 2008
No meio do caminho tinha uma quadra...

E na hora do almoço, que só se chama meio-dia no Sul, ficam essas crianças fofas (pelo menos de longe) e azuizinhas fazendo aula de educação física. Provavelmente são da Escola Municipal Olavo Pezzotti, ali na Fradique, uma escola pública acima da média em SP.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Compritchas
Olha que legal... Em vez de vc ir se espremer na mínima e sempre cheia loja da Spicy do Shopping Iguatemi, e ainda correr o risco de quebrar alguma coisa por lá, que tal comprar produtos Zyllis, Le Creuset, Cuisinart, Vista Alegre, Nespresso, etc, numa casa espaçosa, bem iluminada, numa rua cheia de lugar para parar o carro...?
Vai lá!
Casa Canela
Rua Isabel de Castella, 537
Vila Beatriz, claro.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Meio-dia?
Pois: "meio-dia", muito para além de sua reles missão de indicar o instante em que a manhã vira tarde, é também sinônimo de "hora do almoço" por aqui? Se sim, esse é um vocabulário utilizado também no Rio, e eu, por algum fenômeno inexplicado, nunca ouvi?
Ó, leitores fiéis (leia-se: Oli e Mel), iluminem esse blog com suas impressões a cerca dessa fundamental questã.
Meio-dia no Sachinha

Só que essa é da varando do Sachinha, onde eu almocei hoje um salmão grelhado com salada de rúcula, búfala e tomate seco, para espanto dos presentes, todos lá exclusivamente pelo famoso cupim encasquerado... Esse bar/ restaurante é do mesmo dono do Bar do Sacha, que fica ali perto do Fórum, e tem ainda o Sacha´s Dog e uns outros dois Sacha qq coisa. É a Sacha S/A dominando Rio Claro.
O Sachinha fica numa esquina, de frente para o nosso amigo elefantinho, e como está em um dos 29 cumes da região, tem uns, vai, 210 graus de horizonte.
Sachinha
Rua Pascoal Vita, 208
Seg-Sáb: 12h - 1h
Dom: até 23h
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
A praça é nossa
Além dessa, tem mais 15 praças sendo revitalizadas na região. Vamos usá-las?
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Monotema
E o nome ainda é em francês - SEM trocadilhos. Jesus, pq Auqmia, Cãofusão, etc...? Chama Mon Petit e fica na Girassol, 817.
E nesse fds, subindo umas ladeiras (sim, pq da minha casa, o único lugar que se chega sem subir ladeira é no ponto de táxi), descobri uma pracinha que chama Harmonia dos Sentidos. Olha que butininha.
Fiquei muito intrigada, tipo, pq não construíram um prédio, uma casa...? Tudo bem que estamos em Rio Claro, mas até em Rio Claro existe mercado imobiliário, certo?
Certo. Eis que a pracinha foi construída pela Triedro e pela Kamo como parte do projeto Harmonie, um prédio desses novos, mas bem bonitinho ali do lado. Tem até uma baby cerejeira japonesa recém-plantada. E tem lance de fazer abdominal, barra, etc. Tudo bem conservado, até demais. Pq será que não é mais usado?
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Na falta dos hermanos...

*Foto: Companhia da Foto
terça-feira, 26 de agosto de 2008
A vida em Rio Claro
Dessa vez eu me saí melhor do que a encomenda. Encontrei uma cidade do interior a 5,5km da Casa Sta. Luzia, 6 do Ibira, 4 do Tomie Ohtake, 3,5 do Iguatemi, 2,5 da Choque Cultural, 2 da Praça do Pôr do Sol, 1 da natação, 900 metros da DeliParis e 800 do trabalho. Detalhe que no caminho para o trabalho tem um CÓRREGO. Agora o Rio de Janeiro que vai ficar barulhento no dia que eu voltar.
Então se vc está procurando uma cidade do interior com uma metrópole em volta, vem para a Vila Madalena/ Vila Beatriz, mas não conta para ninguém para não estragar, que era o que eu devia fazer, mas não to me guentando de alegria, gentz!
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Yes, nós temos graffitti
O Marinho ainda foi lá de volta e pintou outra figura, mas uma briga feia com a turma do Fleshbeck acabou sujando tudo de preto, para cobrir os xingamentos entre um e outro. Tá lá, mas antes do retardado que pintou de branco, estava bem mais legal.
O mais divertido é ficar procurando os olhinhos do Marinho pela cidade. Esse eu encontrei no muro do Country Club (tsá?).
Viram só, seus paulistas? Não é só pq o Tristan Manco não pesquisou dieito no Rio e quase não colocou artista carioca no Graffitti Brazil, que isso signifique que a gente não tem uma cena forte por lá. Yo.
Uma vez alguém comparou o Marino ao Artur Bispo do Rosário, pq ele tb tem essa pilha espiritual, etc. (e é bem doidinho). Ele me disse que a maior diferença entre ele e o Bispo é que o Bispo fazia aquleles mantos para Deus enquanto ele, Marinho, pintava porque queria um dia estar no MoMA.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Já para a rua!
O assunto é sério: hoje é lançamento de coleção da Dri (nossa amiga, lembra?), quinta é da Bo.Bô... Ou seja, começou a avalanche de verão - todos os dias, dezenas de marcas vão sumir com o inverno das lojas e junto com ele, sumirão os descontos!!
Usar coleção passada é até mais legal do que sair por aí com a estampa igual a da vitrine por onde passam 1.457 pessoas por dia. Então relaxa, e vamos às compras.





